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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O que é “o temor do Senhor”?

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“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Pv 9.10). Se isto é verdade (e é), então o temor do Senhor nunca é algo a ser temido. Este temor não é uma barreira ao crescimento, mas um caminho para o crescimento e a realização eterna. Mas a palavra “temor” precisa de esclarecimentos, não é? Afinal de contas, a Bíblia não diz “O perfeito amor lança fora o medo” (1Jo 4.18)? Sim. Então, deve haver dois tipos de temor.
Um tipo de temor é aquele que foge do Senhor com pavor, que se esconde e se afasta dele com terror, como se ele fosse nosso problema. Esse tipo de medo é pagão, não cristão. Não tem nada a ver com glorificar e desfrutar de Deus. É desconfiança e ressentimento para com Deus. O evangelho não cria esse temor em nossos corações. O evangelho nos mostra a glória da graça de Deus em Cristo e nos ergue, seguros e destemidos, para enfrentar a vida corajosamente como homens e mulheres com destinos eternos.
Se você não está em Cristo, você teme o Senhor de todas as formas erradas, e não o teme o suficiente. A Bíblia diz que você enfrenta uma “expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários” (Hb 10.27). Se você não está em Cristo, você é adversário de Deus e está indo para o julgamento eterno – e você realmente merece isso. Mas ele está livremente lhe oferecendo Cristo como seu abrigo.
Você precisa de abrigo por muitas razões. Aqui vai apenas uma: sem Cristo, você é tudo que você tem. Arthur Allen Leff, da Escola de Direito de Yale, um incrédulo brilhante, declara sem rodeios: “Parece que nós somos tudo que nós temos. Dado o que sabemos sobre nós mesmos e sobre os outros, esta é uma perspectiva extremamente desgostosa; olhando ao redor do mundo, parece que, se todos os homens são irmãos, o modelo dominante é Caim e Abel. Nem a razão, nem o amor e nem mesmo o terror parecem ter servido para nos tornar “bons”, e pior do que isso, não há razão nenhuma por que qualquer coisa deva nos tornar assim”. Se você não está em Cristo, você é tudo que você tem. Isso é algo a temer. Mas Cristo é um abrigo para as pessoas que estão com mais problemas do que elas mesmas imaginam. Volte-se para Ele. Volte-se para Ele agora. Ele vai recebê-lo.
Aqui está outro tipo de temor: “O temor do Senhor [como] o princípio da sabedoria” (Pv 9.10). Esta é uma nova atitude de abertura a Deus, criada pelo Seu amor. Se você está em Cristo, o perfeito amor dEle está lançando fora o seu medo de julgamento. A Bíblia diz: “o medo implica castigo, e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor. Nós amamos porque ele nos amou primeiro.” (1Jo 4.18-19, A21). O castigo caiu sobre nosso Substituto na cruz. Nós O recebemos com as mãos vazias da fé. Estamos sob o amor de Deus agora. O evangelho nos liberta do temor de que Deus irá, no final, nos condenar de qualquer forma. Nada jamais nos separará do amor de Deus em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor (Rm 8.38-39).
Nós cremos nisso, e O amamos.
Então, tememos ao Senhor de uma nova maneira. Tememos que venhamos a entristecer aquele que nos ama tanto. Este temor sadio é uma humildade ensinável, diz a Bíblia (Pv. 15.33). É total abertura para fazer a vontade de Deus (Gn 22.12). É arrependimento, afastamento do mal (Jó 28.28). Ele se traduz em obediência simples e prática à Palavra de Deus.
De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem (Ec 12.13).
O temor do Senhor é uma outra maneira de descrever a confiança no Senhor. Mas a palavra “temor” acrescenta conotações de reverência, respeito e admiração. O temor do Senhor é o oposto de uma superficialidade lisonjeira. Esta humildade não se importa de depender totalmente do Senhor. Na verdade, o temor do Senhor é psicologicamente compatível com “o conforto do Espírito Santo” (At 9.31). É um novo senso de realidade com o Deus vivo (At 2.43; 5.11; 19.17), que nos resgata de uma fé meramente teórica. Este temor é doce, e nos mantém perto do Senhor.
O temor do Senhor ganha em apelo quando concordamos com C. S. Lewis que “em Deus você está diante de algo que é, em todos os aspectos, incomensuravelmente superior a si mesmo.” Se pensamos que podemos viver um só dia de nossas vidas sem nos submetermos ao Senhor, cedendo à Sua sabedoria superior e baseando-nos em Sua infinita provisão a cada momento, enganamos a nós mesmos, não importa o quão brilhante possamos ser.
Mas assim que aceitamos que não somos a medida, mas somos medidos; que não somos os doadores, mas os recebedores, e que Jesus Cristo é o maior especialista do universo em todas as coisas humanas, nós embarcamos em uma maravilhosa nova jornada. Somos livres para crescer e mudar.
O temor do Senhor é o princípio dessa sabedoria.
Por: Ray Ortlund. © 2013 Ligonier Ministries. Original: The Fear of the Lord.
Este artigo faz parte da edição de outubro de 2013 da revista Tabletalk.
Tradução: João Paulo Aragão da Guia Oliveira. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel. © 2015 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: O Temor do Senhor.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Mulheres que abandonaram o lar e os filhos, uma triste consequência do feminismo



Como pastor tenho visto em várias partes do Brasil, um grande número de mulheres que em nome da carreira profissional e felicidade pessoal tem abandonado seus cônjuges e filhos. Na verdade, não são poucas aquelas, que no afã de experimentarem sucessona profissão largaram seus filhos pequenos nas mãos do marido, e foram embora curtir a vida. Senão bastasse isso, existem outras tantas, que influenciadas pelo feminismo, querem experimentar os prazeres da vida, vivendo em boates, baladas, namorando muito, sem compromisso com filhos, marido e casa.

Bem, antes que alguma feminista de plantão me xingue, vale a pena ressaltar que não sou contra as mulheres trabalharem fora, nem tampouco de que estudem ou se realizem profissionalmente. Na minha perspectiva acho que isso não é incompatível com a missão de ser mãe e esposa. Contudo, o que temos visto nesse tempo é a relativização do papel da mulher, tanto na família como na sociedade. Nessa perspectiva, cuidar da casa, dos filhos e do marido, bem como educar, corrigir e amar, são coisas desnecessárias e que precisam ser abandonadas pela mulher pós-moderna. 

Caro leitor, uma pergunta precisa ser respondida:  E as mulheres cristãs? Será que elas tem se deixado levar pelo curso deste mundo e relativizado o casamento e a família?

Na minha opinião sim, e isso se percebe claramente na forma com que muitas delas influenciadas pelo feminismo relativizaram seus relacionamentos familiares. Quantas não são as mulheres cristãs que resolveram por exemplo competirem com seus maridos?  Ou, quantas não aquelas, que em nome da "igualdade" disseram que não vão cuidar de filhos coisa alguma, mesmo porque, precisam desfrutar da beleza da vida? 

Pois é, se por um lado essa geração tem sofrido com homens omissos, que deixaram de ser machos em virtude da lobotomia sofrida pelo marxismo cultural, por outro, encontramos a masculinização das mulheres, que em nome de uma pseudo-liberdade, abandonaram a doçura e a feminilidade, tão necessária a educação dos filhos.

Creio que devido a inúmeros fatores, dentre tantos, este, a sociedade ocidental encontra-se em colapso, e que a única maneira de mudarmos alguma coisa é à luz das Escrituras resgatarmos o que Deus pensa e tem a ensinar sobre os papéis de homens e mulheres, aplicando assim em nossas famílias os valores bíblicos que com absoluta certeza poderão mudar os rumos dessa tão combalida sociedade.

Pense nisso!

Renato Vargens